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Uma geração de lacunas

Como garantir que crianças e jovens aprendam o que é esperado na escola?  A recomposição das aprendizagens vem para assegurar que habilidades e conhecimentos importantes não fiquem para trás - especialmente depois dos prejuízos causados pela pandemia. Assista ao vídeo para saber mais:
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O que é Recompor o Futuro?

A defasagem de aprendizagens é a diferença entre o que os estudantes deveriam aprender na escola e o que eles realmente aprenderam. São as lacunas de conhecimentos e habilidades que ficaram para trás, impedindo  que crianças e jovens avancem na vida escolar. E, lá na frente, essas aprendizagens farão ainda mais falta - tanto na vida pessoal quanto profissional.

 

No Brasil, a defasagem de aprendizagens é historicamente preocupante e foi intensificada durante a pandemia de Covid-19.

 

Os impactos desse período devem ser sentidos nos próximos 10 anos  - ou seja, até 2031!

Um chamado aos educadores

 A campanha Recompondo o Futuro é um chamado aos educadores e às redes de ensino para garantir que todos os estudantes desenvolvam os conhecimentos e habilidades essenciais para vida pessoal e profissional. É isso que a recomposição de aprendizagens faz!

 

O primeiro desafio é  olhar para as principais defasagens em cada rede, escola e turma, tendo em vista o grupo, sem esquecer de olhar para cada estudante de forma individual. É preciso revisitar os conteúdos de forma personalizada, respeitando o ritmo de aprendizagem e o perfil de cada criança e jovem, trabalhando para efetivar essas aprendizagens.

 

Convidamos você a se juntar a nós nesta empreitada! Por aqui, você encontra informações para colocar em prática a recomposição na sua rede/escola e não deixar nenhum estudante para trás.

Porque a hora é agora!

Apenas 34%

dos alunos do 3º ano do EM tinham um nível adequado em Língua Portuguesa

Com a pandemia, a recomposição de aprendizagens se tornou uma pauta urgente e que envolve um esforço sistêmico. Se olharmos para os dados do Saeb, o Sistema de Avaliação da Educação Básica, fica evidente que os alunos já saíam da escola sem terem absorvido os conhecimentos necessários mesmo antes de ficarem afastados da escola. Resultados do Saeb de 2019 revelam que apenas 34% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio tinham um nível adequado em Língua Portuguesa e só 7% em Matemática.

Mais de 30%

dos conteúdos de linguagem e alfabetização foram perdidos

Estudos do Banco Mundial indicam que os impactos da pandemia na educação serão duradouros, afetando uma geração inteira de estudantes até o ingresso no mercado de trabalho. Pesquisas revelam que crianças em idade pré-escolar perderam mais de 34% dos conteúdos de linguagem e alfabetização, enquanto 29% da aprendizagem em matemática foi prejudicada. 

das crianças se alfabetizavam na idade certa em 2021

Menos de 50%

Segundo uma pesquisa apresentada pelo Inep em 2021, com dados anteriores à pandemia, apenas 48% das crianças se alfabetizavam na idade certa, o que prejudica toda a trajetória escolar. A expectativa é que os resultados serão ainda mais drásticos se não realizarmos o processo de recomposição das aprendizagens.

Justamente para diminuir os prejuízos causados aos alunos e alunas durante a pandemia é que a recomposição das aprendizagens deve estar em pauta em todas as escolas brasileiras!

A BNCC É A NOSSA BÚSSOLA!

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indica os conhecimentos e habilidades essenciais que os estudantes precisam adquirir em cada etapa da Educação Básica. Ela existe para assegurar os direitos de aprendizagem e desenvolvimento conforme definido pelo Plano Nacional de Educação (PNE). A BNCC apresenta um roteiro nítido do que os alunos precisam aprender, permitindo que as escolas identifiquem as lacunas de conhecimentos e habilidades e readequem os currículos e planejamentos pedagógicos .

O MEC está planejando uma nova política nacional para a recomposição das aprendizagens. Com a expectativa de que essas normas entrem em vigor ainda em 2023, o Movimento Pela Base acredita que as diretrizes planejadas devam, acima de tudo, garantir os direitos de aprendizagem de todas as crianças e jovens brasileiros, sejam eles do campo, da cidade ou de comunidades indígenas e quilombolas.

DE OLHO NA RECOMPOSIÇÃO

Entendemos que para uma recomposição das aprendizagens efetiva, que permita aos estudantes desenvolver todo o seu potencial, os seguintes pontos precisam ser contemplados na nova política nacional:

Direcionar esforços para os estudantes mais afetados, especialmente os do terceiro ao nono ano, com atenção particular a estudantes vulneráveis e, se possível, com um recorte racial bem estruturado.

Foco nos mais prejudicados:

É imprescindível que os estudantes estejam nas escolas para que a recomposição efetiva aconteça.

Presença escolar: 

Oferecer suporte emocional e psicológico para alunos e professores é crucial.

Saúde emocional:

As estratégias devem ser pautadas nas habilidades prioritárias definidas pela BNCC.

Ancoragem na BNCC: 

A recomposição deve ser um esforço coordenado e sistêmico, envolvendo planejamento, recursos financeiros e pedagógicos, e colaboração dentro e entre as escolas.

Abordagem sistêmica:

É importante incluir na conversa atores relevantes e oferecer suporte contínuo e monitoramento.

Participação de stakeholders:

Diretrizes nacionais devem ser desenvolvidas, considerando o que estados e municípios já estão fazendo, para assegurar políticas eficazes de recomposição.

Política nacional pelo MEC: 

É necessário ter avaliações diagnósticas e formativas para monitorar o progresso dos estudantes, além de material pedagógico focado na recuperação das defasagens.

Priorização curricular:

A recomposição das aprendizagens deve seguir algumas etapas: avaliação diagnóstica, priorização curricular com base da BNCC e as intervenções pedagógicas. Entenda cada uma delas: 

Avaliação-diagnóstica (1).png

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

A avaliação diagnóstica serve para identificar as lacunas de aprendizagem de cada estudante e de cada turma. Assim, os professores conseguem mapear quais conteúdos precisam ser desenvolvidos para que crianças e jovens possam avançar na vida escolar. Ou seja: as avaliações diagnósticas são como um “check up” - revelam o estado geral da aprendizagem e o que ainda precisa melhorar. E devem ser pensadas como uma ferramenta que permite ir ajustando os processos de ensino, garantindo que os conhecimentos e habilidades esperados se consolidem.

 

Com a avaliação diagnóstica, professores, secretarias e gestores conseguem mapear as lacunas e pensar em estratégias para  preenchê-las.

Priorização Curricular com base na BNCC

A partir da avaliação diagnóstica, que identifica os conhecimentos e habilidades que precisam ser desenvolvidos, professoras e professores têm total autonomia para entender qual a melhor forma de realizar a recomposição das aprendizagens em sala de aula. 

É papel dos educadores pensar novas formas de trabalhar as aprendizagens que precisam ser desenvolvidas, a partir da realidade e dos interesses de cada turma, respeitando o ritmo de cada estudante.

Intervenções Pedagógicas

Uma vez que tenhamos mapeado o nível de aprendizagem de cada aluno e identificado as habilidades essenciais que precisam ser trabalhadas, é fundamental que as escolas e as redes de ensino coloquem em prática iniciativas pedagógicas para fortalecer as áreas de conhecimento prioritárias.

Existem diversas abordagens que podem ser eficazes nesse processo. Entre elas, destacam-se:

1

Adequação do Currículo: Ajustar o currículo da aula para atender às necessidades específicas de cada aluno, adaptando o conteúdo e o ritmo de aprendizagem.

2

Reagrupamento por Nível de Aprendizagem: Organizar os estudantes em grupos com base em seu nível de competência, permitindo que recebam instruções adequadas ao seu estágio de desenvolvimento.

3

Aceleração: Oferecer oportunidades para que os alunos avancem mais rapidamente nas matérias em que têm habilidades excepcionais, permitindo-lhes explorar novos desafios.

4

Tutoria Individualizada: Fornecer apoio personalizado para os alunos que necessitam de atenção extra, garantindo que superem suas dificuldades e alcancem um melhor desempenho.

5

Apoio de Professor Assistente: Contar com a ajuda de professores assistentes para dar suporte adicional aos alunos, auxiliando-os em áreas específicas de dificuldade.

6

Ampliação da Carga Horária: Estender o tempo de aula ou disponibilizar recursos para que os alunos tenham mais tempo de prática e estudo nas matérias que requerem atenção.

Essas estratégias visam promover a aprendizagem personalizada, adaptando o ensino às necessidades individuais de cada estudante. Dessa forma, as escolas podem garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de atingir seu pleno potencial acadêmico e desenvolver habilidades essenciais para o futuro.

Conheça materiais que podem apoiar o processo de recomposição das aprendizagens:

Guia de Implementação dos currículos alinhados à BNCC

Fichas de recomposição das aprendizagens - Língua Portuguesa e Matemática, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental 

O Movimento Pela Base

Somos uma rede não governamental e apartidária de pessoas e instituições que, desde 2013, se dedica a apoiar e monitorar a construção e a implementação de qualidade da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e do Novo Ensino Médio.   

Trabalhamos em parceria para garantir educação de qualidade e para todos

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